Comportamento Estradal...

Comportamento Estradal.

 

A chave para analisar um determinado comportamento, faz-se pela diferença entre a motivação e o estímulo ou incentivo.

A motivação é uma força intrínseca ao indivíduo e que ocorre de dentro para fora.

O estímulo ou incentivo é quando a acção ocorre de fora para dentro do indivíduo e que por vezes, pode ser contrário à sua vontade.

 

A motivação que vem de dentro das pessoas, quando “misturada” em organizações da sociedade civil pode contribuir sobremaneira para a adopção de comportamentos socialmente correctos.

 

No caso concreto da problemática da segurança rodoviária, está por efectuar uma profunda análise sobre novos métodos de estímulo ou incentivo que possam contribuir para um melhor comportamento dos condutores e peões nas estradas portuguesas, com a finalidade de reduzir efectivamente o número de mortos e de feridos graves que continuam a representar uma autêntica chaga social.

 

Esses estímulos ou incentivos, deviam passar por premiar todo o condutor que não tenha provocado qualquer acidente fatal na estrada e que por isso mesmo, fosse recompensado seriamente com um prémio no seu seguro automóvel ou que por exemplo, quando esse condutor pretendesse trocar a sua viatura por uma mais económica e mais segura, lhe fosse oferecido um subsídio do Estado, idêntico ao subsídio para viaturas em fim de vida.

 

Evidentemente que para uma verificação destes pressupostos, a carta por pontos teria de ser uma realidade nos meios contravencionais a aplicar pelas autoridades. Sem estratégias consistentes, o resultado continuará a ser a manutenção de altas taxas de sinistralidade rodoviárias.

 

 Está comprovado por diversos estudos científicos que caso as pessoas não sejam motivadas através de incentivos, em qualquer área em que estejam inseriras, são pessoas mecanizadas e que por isso, não conseguem alterar os seus comportamentos.

F. Brás

 

OE para 2011

Apesar da crise e dos cortes orçamentais, o Governo, na proposta de Orçamento de Estado para 2011 vai manter os apoios à compra de carros eléctricos.

http://www.veiculoselectricospt.com/tag/incentivos/

 

Jogadores são mais perigosos ao volante

Um estudo agora divulgado chegou à conclusão que os jogadores conduzem de forma mais perigosa.

 

Os Pneus Continental realizaram um estudo que concluiu que os utilizadores habituais de jogos de condução cometem mais infracções ao volante de automóveis do que aqueles que não têm por hábito jogar.

O inquérito contou com a participação de 2 mil automobilistas, com idades compreendidas entre os 19 e os 39 anos, repartido equitativamente entre jogadores e não jogadores.

 

Os resultados foram os seguintes:

 

Já foram parados pela polícia: 23% (jogadores) / 13% (não jogadores)

Usam o telemóvel enquanto conduzem: 19% (jogadores) / 12% (não jogadores)

Responsabilizados por um acidente: 30% (jogadores) / 15% (não jogadores)

Passaram uma luz vermelha nos últimos 12 meses: 31% (jogadores) / 14% (não jogadores)

Conduziram em sentido contrário numa rua de sentido único: 13% (jogadores) / 10% (não jogadores)

Embateram contra um objecto estático: 22% (jogadores) / 13% (não jogadores)

Embateram contra um carro e fugiram do local do acidente: 19% (jogadores) / 11% (não jogadores)

Correm riscos (aceleração rápida/ultrapassagens): 44% (jogadores) / 21% (não jogadores)

Sofrem de acessos de raiva ao volante: 45% (jogadores) / 22% (não jogadores)

Excesso de velocidade: 25% (jogadores) / 13% (não jogadores)

Assustam terceiros com a sua condução: 26% (jogadores) / 11% (não jogadores)

Média de chumbos no exame de condução: 2 (jogadores) / 3 (não jogadores)

Média de danos no carro nos últimos 12 meses: 1 (jogadores) / 2 (não jogadores)

 

"Parece que os jogadores desenvolvem maior destreza ao volante e são mais confiantes, mas necessitam de ter maior noção dos riscos," referiu Tim Bailey, responsável dos Pneus Continental.

"Não me surpreendo que os jogadores habituais dêem por si a tomar as mesmas decisões no mundo real e virtual da condução.

O problema reside no facto dessas decisões e erros resultarem em consequências também elas reais," afirmou Peter Rodger, do Institute of Advance Motorists. http://gameover.sapo.pt/article.html?id=54886

 

Espanha baixa velocidade máxima dentro das localidades

 

O Governo espanhol vai baixar para 30km/h a velocidade máxima a que é permitido circular em algumas circunstâncias dentro das localidades.

 

De acordo com o canal televisivo Antena 3, haverá uma redução de 20 km/h na velocidade a que os veículos podem circular nas ruas de sentido único ou com apenas uma faixa de rodagem em cada sentido.

O sub-secretário do Ministério do Interior, Justo Zambrana, defende que o novo limite se deverá aplicar especialmente às vias no centro das cidades.

Esta mudança consta do Regulamento Geral de Circulação, como anunciou o director-geral de Trânsito espanhol, Pere Navarro.

A medida é provada tanto por instituições ligadas à segurança rodoviária como pelas autarquias, que tentam assim reduzir para metade as vítimas de atropelamento - em 2009 morreram dessa forma 268 pessoas.

Este número corresponde a 46% do total de mortes em acidentes viários urbanos.

 

Pere Navarro justifica a medida com números:

«A 70 km/h não se salva ninguém, a 50 km/h evitam-se metade dos casos, e a 30 km/h salvam-se 90% dos peões».

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=12013

 

"Não se governa os mortos" Hannah Arendt

 

 

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 01:22 | link do post | comentar