O condutor deve regular a velocidade…

“Distância de Segurança”

 

O Excesso de velocidade, álcool e o uso de telemóvel durante a condução, tem sido as causas mais apontadas para o aumento das vítimas mortais em acidentes de viação.

 

 

Muitos condutores relacionam a velocidade ao tipo de via onde circulam ou ao facto de possuírem um automóvel de "gama alta".

É comum que numa auto-estrada se conduza a 140 ou 150 Km/h e se pense que a esta velocidade se circula com alguma margem de segurança. Esquece-se que um pequeno aumento de velocidade anula a vantagem de se conduzir um “melhor” veículo ou mesmo, de circular numa estrada mais “segura”.

 

 

A maioria dos condutores não tem noção do tempo de reacção que precisam para parar o carro em caso de emergência.

 

 

Uma grande maioria tem enorme dificuldade em observar correctamente o cenário rodoviário e em adaptar a condução às condições do piso.

 

Um piso molhado e com poucas condições de aderência requer um “tempo de reacção” maior que o caso de um piso seco.

Todos os condutores deviam entender que quanto maior for a velocidade, mais gravosas serão as consequências e que, em caso de acidente, a diferença pode estar entre sobreviver ou morrer.

 

 

O condutor deve manter entre o seu veículo e o veículo à sua frente, a distância suficiente para evitar o embate em caso de súbita diminuição de velocidade por parte deste último. Deve respeitar a “distância de segurança”. Nas auto-estradas, como se praticam velocidades mais elevadas, as distâncias mínimas de segurança devem ser maiores.

 

 

O campo de visão diminui à medida que a velocidade aumenta, baixando consequentemente a capacidade de percepção.

Na maioria das vezes esquece-se de que o traçado das auto-estradas em Portugal não foi concebido de forma a permitir uma visibilidade para que se conduza a velocidade maior do que a estipulada. Há zonas onde a velocidade de 120 km/h pode ser excessiva.

 

 

Se conduzirmos em qualquer auto-estrada portuguesa, facilmente constatamos que as distâncias de segurança raramente são respeitadas.

Existem estatísticas que referem os obstáculos imprevistos na faixa de rodagem, como estando, na origem de muitos acidentes graves com mortos e feridos graves. Esses obstáculos são: desde um objecto deixado por um veículo ou casos de atravessamento de animais, que constituem uma causa muito comum de despiste em auto-estrada.

 

 

Ao longo dos anos muitos condutores têm alegado que a culpa é da concessionária por não manter em perfeito estado as vedações.

Muitos processos se arrastaram nos tribunais e, apesar de recente jurisprudência começar a dar razão aos condutores, servirá de pouco consolo se se for atirado para uma cadeira de rodas. Por outro lado, há animais que entram pelos “nós” (portagens) de acesso e que não estão, por razões óbvias, vedadas.

 

 

Sendo que a velocidade constitui um dos principais factores para os acidentes, a análise desse factor devia ser obrigatoriamente realizado na reconstituição de todos os acidentes com mortos ou feridos graves, nomeadamente, pelo Núcleo de Investigação de Acidentes Rodoviários da GNR.

F. Brás

 

 

Criado núcleo da GNR para investigar acidentes de viação com vítimas mortais

Durante dez semanas, 21 sargentos e 49 praças receberam formação específica de investigação criminal no âmbito da sinistralidade rodoviária junto da Direcção-Geral de Viação, da Escola Prática da Guarda e da Academia de Tráfico da Agrupación da Guardia Civil de Espanha. http://www.publico.pt/Sociedade/criado-nucleo-da-gnr-para-investigar-acidentes-de-viacao-com-vitimas-mortais_1198116

 

O Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico, também se dedica à reconstituição de acidentes de viação - ocorridos no território nacional.

http://www.dem.ist.utl.pt/acidentes/

 

Um em cada cinco condutores portugueses admite já ter tido um acidente rodoviário por distracção

Maquilhar-se, usar o telemóvel e ver acidentes são as causas mais apontadas.

http://www.ionline.pt/interior/index.php?p=news-print&idNota=52887

 

O “excesso de velocidade”

O problema da sinistralidade rodoviária tem de ser considerado um problema de saúde pública e ser visto de forma multidisciplinar pelas entidades oficiais e organizações da sociedade da civil.

http://cambiantevelador2.blogs.sapo.pt/10562.html

 

O excesso de velocidade e a velocidade excessiva

Nos termos do Artigo n.º 26 do Código da Estrada um condutor deve regular a velocidade do seu veículo em função: das características e estado da via, do veículo, da carga transportada, das condições meteorológicas ou ambientais, da intensidade do trânsito e em função de quaisquer outras circunstâncias que lhe permitam, em condições de segurança, parar o seu veículo no espaço livre e visível à sua frente.

 

Entendo, até, que impende sobre todos os condutores um especial dever de possuir um conhecimento (razoável) das possibilidades do seu veículo, nomeadamente, o poder de aceleração e desaceleração e a capacidade de travagem do veículo. Do conhecimento do veículo e da via depende – em muito - uma condução segura devendo ainda o condutor conjugar e regular a velocidade em função de todos os factores que, de algum modo, possam interferir na condução.

 

Veja-se a aplicabilidade prática dos princípios que regulam a velocidade: Um condutor que transite dentro de uma localidade a uma velocidade de 50 Km/h não infringe, em abstracto, as regras do Código da Estrada. Contudo, se o mesmo condutor não conseguir fazer parar o seu veículo no espaço livre e visível à sua frente devido (por exemplo) ao mau estado de conservação da via, uma conclusão desde logo se pode retirar: o condutor circula com velocidade excessiva e infringe a regra do Artigo n.º 26.

 

Estes considerandos levam-nos para os conceitos de excesso de velocidade e velocidade excessiva, ou seja, circula em excesso de velocidade o condutor que excede os limites de velocidade previstos na lei (por exemplo: o condutor de um automóvel ligeiro de passageiros, sem reboque que excede a velocidade de 120 Km/h numa auto-estrada).

 

Por sua vez, circula com velocidade excessiva o condutor que, por exemplo, ao transitar numa via pública em mau estado de conservação, não consegue parar o seu veículo no espaço livre e visível á sua frente ainda que, note-se, não tenha excedido a velocidade permitida para a via onde circula.

Como se vê são duas regras diferentes e com regimes sancionatório distintos, ou seja, sem prejuízo das regras fixadas no Código da Estrada para o excesso de velocidade (Artigo n.º 145 n.º 1 alíneas b), c) e d) e Artigo n.º 146 alínea i) sublinho o regime sancionatório para a velocidade excessiva, infracção que se encontra classificada de contra-ordenação grave e que faz o condutor incorrer no pagamento de uma coima que pode ir até aos 600 Euros e na inibição de conduzir por um período de um mês a um ano.

http://www.zona-s.pt/default.aspx?Page=2658&articleType=ArticleView&articleId=106

 

A verdade da segurança rodoviária é uma estrada com enormes buracos por serem tapados, com uma enorme dose de BOM SENSO!

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 23:52 | link do post | comentar