Preparar o automóvel para a estrada…

Preparar o automóvel para a estrada…

 

Verificar se a viatura está em ordem pode evitar transtornos durante uma viagem.

Estar em boas condições para conduzir, também é importante para garantir uma viagem tranquila.

Existem estudos que apontam que 85% do número de acidentes nas estradas ocorram por falha humana, precedida de ingestão de bebidas alcoólicas, velocidade excessiva, ultrapassagem indevida, desobediência á sinalização e má conservação dos veículos.

 

É importante verificar:

 

Pneus.

 

Se os pneus não tiverem sulcos com profundidade acima de 1,6 mm, são considerados "carecas" e não dissipam por isso a água com eficiência, causando risco de “hidroplanagem” (conhecido por “aquaplaning”).

 

Não esquecer a pressão recomendada, bem como, fazer a mudança de 15.000 em 15.000 km dos pneus de trás para a frente para que eles mantenham sempre o mesmo nível de desgaste.

 

Suspensão.

 

Os amortecedores duram em média 60 mil quilómetros e são o segundo elemento mais importante de segurança activa, depois dos pneus.

Devem ser substituídos a cada 100.000 km no caso de veículos ligeiros e 200.000 km nos veículos pesados.

Uma solução caseira para os verificar é pressionar cada canto do carro para baixo, se balançar mais de duas vezes é sinal que o amortecedor daquele lado não está em boas condições e nesse caso devem ser substituídos aos pares.

 

Travões.

 

As pastilhas de travão quando causam ruído acima do normal podem significar sinal de desgaste e estar a danificar os discos de travão.

Convêm pedir uma verificação desses componentes bem como do fluido (óleo de travões) que deve ser trocado a cada dois anos para evitar a formação de bolhas (de água) no sistema.

 

O óleo de travões é higroscópico, isto é, atrai a humidade absorvendo-a. Deste facto resulta que muitos automóveis circulam com óleo de travões com um ponto de ebulição tão baixo que mesmo a temperaturas pouco elevadas podem acontecer falhas de travagem, principalmente, em descidas de serra, mas também em travagens de emergência.

 

Motor.

 

Deve verificar-se o nível de óleo de motor e troca-lo se necessário.

 

A água do radiador deve estar misturada com aditivo anticongelante numa proporção entre 20% e 50%.

As correias não devem ser esquecidas; do alternador e da distribuição do motor que deve ser trocada no prazo mencionado no manual do veículo.

O sistema de ignição também deve ser verificado.

 

Limpa pára-brisas.

 

Para evitar o entupimento dos esguichos e para ficar livre de oleosidade que vem do fumo e do asfalto, deve misturar-se algumas gotas de detergente neutro na água do reservatório do limpa pára-brisas.

 

Verificar o estado das escovas e troca-las se for necessário.

 

Luzes.

 

É muito importante ter faróis limpos para garantir uma boa visibilidade á noite. Verificar lâmpadas e fusíveis que também são importantes para viajar com segurança.

Ter ainda: fusíveis e lâmpadas sobressalentes para casos de emergência.

 

Extintor.

 

A presença de um extintor de incêndio para automóveis na viatura é muito importante.

 

Deve servir para combater incêndios do grupo:

 

A (origem sólida)

B (origem em combustíveis) e também de preferência incêndios do grupo

C (origem eléctrica).

 

Bagagem.

 

A distribuição da bagagem tem enorme importância.

 

Os objectos pesados devem ficar em baixo e mais à frente, junto ao banco traseiro.

Se usar barras de tejadilho, o transporte deve apenas ser de cargas leves e que não ultrapassem 30 cm de altura.

 

Nunca obstruir a visão pelo retrovisor interior.

 

Posição de condução.

 

Não inclinar o encosto do banco mais de 35º para que o cinto não apanhe a zona do pescoço. Nos pontos de trás, devem passar pela região do tórax e pela linha da cintura, nunca pela barriga.

 

Utilizar sempre os retrovisores antes de efectuar uma ultrapassagem, os carros que circulam na outra via podem travar de repente ou podem entrar mais rápido do que o previsto e não efectuar qualquer sinal.

 

Animais.

 

Animais de estimação devem viajar isolados e de preferência em caixas especiais que os mantenham bem arejados ou com cinto de segurança.

 

Existem lojas da especialidade que vendem este tipo de artigos.

 

Marcar a posição na estrada. - Ver e ser visto.

 

Está comprovado que manter os faróis acesos de dia, pode ajudar a reduzir o risco de acidente.

 

Sempre que se efectue uma ultrapassagem deve assinalar-se a manobra.

 

Antes de ultrapassar veículos pesados, deve-se fazer um leve sinal de luzes ou um toque na buzina para chamar a atenção do condutor.

 

Em caso de chuva forte ou nevoeiro, ligar sempre a luz traseira de nevoeiro para marcar posição.

 

Conduzir sob nevoeiro intenso.

 

No Inverno aumenta a incidência de nevoeiro nas estradas, principalmente, durante a madrugada e parte da manhã.

 

Alguns condutores adoptam ligar os máximos, em vez de ajudar, prejudicam ainda mais a visibilidade.

 

Correcto é utilizar os médios, ou melhor ainda, os faróis de berma (se os houver).

 

Quando mais baixo for o foco melhor será a visualização.

 

Em modelos que regulem electricamente os faróis, a alternativa consiste em orientar o foco para a posição mais baixa possível.

 

Accionar sempre a luz traseira de nevoeiro em caso de nevoeiro.

 

Combater o sono.

 

O sono costuma ser implacável nas viagens mais longas.

 

Para combater o sono, fazer uma paragem a cada duas horas e caminhar um pouco.

 

Lavar o rosto e a nuca com água fria, depois tomar café e a seguir uma Coca-Cola (ambos são estimulantes).

 

Mascar pastilha enquanto se guia pode manter o condutor ocupado e acordado.

 

Conduzir com as janelas semiabertas e orientar o fluxo da circulação do ar (sempre frio) para o rosto.

 

Ligar o rádio e aproveitar para movimentar as pernas nas descidas, enquanto não usar os pedais.

 

Se tudo isso não resultar, encostar o carro em local seguro e descansar será a melhor opção.

 

Imprevistos e acidentes.

 

A boa visão é uma regra fundamental nas estradas.

 

Além de concentrar a atenção nas luzes de travão dos veículos que vão à frente, deve-se procurar olhar sempre através dos vidros dos outros carros para ver o que acontece.

 

Evitar a traseira dos pesados que costumam obstruir completamente a visibilidade.

 

Sempre que possível, dirigir a atenção para 500 metros ou um quilómetro adiante para ver o que acontece na faixa de rodagem.

 

Desse modo, além de se precaver eventuais problemas, ter-se-á tempo suficiente para sinalizar ou reduzir progressivamente a velocidade numa emergência.

 

Distância segura dos carros da frente.

 

Manter uma distância de mais de 40 metros em relação ao veículo que segue à frente.

 

Esse espaço é o mínimo necessário para imobilizar o carro numa travagem de emergência a 80 km/h, sem embater no outro.

 

Rodando a 100 km/h essa distância sobe para mais de 60 metros. E assim progressivamente.

 

Como conviver com os veículos pesados.

 

Os pesados sempre foram um problema para os ligeiros quando circulam a muito baixa velocidade e devem ser respeitados.

 

Convêm olhar para o retrovisor do pesado. Se o condutor verificar que tem um ligeiro na retaguarda, quando pode, normalmente, facilitam a passagem. Evitar ultrapassar nas curvas e nas descidas. Faze-lo apenas nas subidas.

 

Redobrar os cuidados quando se ultrapassar mais do que um pesado em caso de ser uma subida. Isto porque, para não perderem velocidade tendem a acelerar mais um pouco.

 

Antes de ultrapassar veículos pesados deve dar um leve sinal de luzes ou um toque na buzina para chamar a atenção do condutor.

 

Quando aparecem animais na estrada.

 

Se surgire um animal na faixa de rodagem e for necessário efectuar uma manobra arriscada, tentar nunca efectuar a manobra de forma brusca.

As vítimas mais frequentes são os cães que costumam ter reacções imprevisíveis ou voltar ao ponto do qual partiram.

Ao avistar um cão reduzir a velocidade e sinalizar para os carros que vem atrás.

É provável que o animal venha a cruzar-se na frente e seja mesmo necessário efectuar uma manobra de emergência.

Um embate contra um cão mesmo que de tamanho pequeno, pode destruir um veículo e causar graves lesões aos ocupantes.

 

Como proceder em acidentes.

 

Ao deparar-se com um acidente que tenha acontecido no momento tem de se ter especiais cuidados.

As vítimas feridas e tontas no momento, tanto podem ficar dentro do carro sem reacção, como sair de imediato sem tomarem sentido onde estão e virem para o meio da faixa de rodagem.

 

A primeira providência a tomar é a de sinalizar o local.

 

Accionar as luzes de emergência (4 piscas) e colocar o triângulo de sinalização.

 

O sinal deve ser colocado verticalmente em relação ao pavimento e ao eixo da faixa de rodagem, a uma distância nunca inferior a 30 m da retaguarda do veículo ou da carga a sinalizar e por forma, a ficar bem visível a uma distância de pelo menos 100 m ou de forma bem visível e a uma distância que permita aos demais utentes da via tomar as precauções necessárias.

 

Utilizar o colete retrorreflector para chamar a atenção dos outros condutores e evitar outros acidentes.

 

Ligar ou pedir a alguém disponível para ligar para o 112 ou accionar um posto de SOS.

Nas auto-estradas, os postos de SOS encontram-se de 2 em 2 quilómetros e estão numerados para indicar a sua localização.

 

Boa viagem

F. Brás

 

Mais 30% de vítimas mortais.

 

Os números oficiais dos mortos nas estradas portuguesas devem registar, este ano, um aumento na ordem dos 30 por cento.

O número foi revelado ontem, em Braga pelo secretário de Estado da Protecção Civil, no decorrer da apresentação da segunda fase da campanha

‘Estrada com Vida’, promovida pelo Governo Civil de Braga.

 

De acordo com Vasco Franco, Portugal tem vivido um drama diário, no que diz respeito aos acidentes de viação, e este ano o número de vítimas registadas “vai ser maior porque começámos a analisar os que morrem no hospital.

 

http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=36088#comentsContainer

 

Após o embate, as vítimas foram cuspidas do Smart.

 

Acidente violento mata bebé e fere pai

 

"Foi uma grande tragédia. Isto é muito macabro. Perdi o meu neto e não sei como está o meu filho."

É ainda em choque que Álvaro Mota fala do violento acidente que ontem de manhã matou o neto, de 18 meses, e feriu gravemente o filho, um advogado de 34 anos

 

O Smart em que pai e filho seguiam despistou-se e ficou no meio da A4, em S. Mamede Infesta, Matosinhos. Depois, um Mercedes, que segundo a GNR seguia em excesso de velocidade, embateu no Smart. Tudo terá acontecido por volta das 09h15.

 

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/acidente-violento-mata-bebe-e-fere-pai

 

Bebé morreu após acidente na A4

 

Estava a chover e pouco depois das 9 horas, o carro que conduzia - um Smart preto - entrou em despiste na A4 (sentido Maia - Matosinhos), perto do nó de Leça do Balio. Paulo Alves vinha atrás, a conduzir um Mercedes e não teve hipóteses: "Tentei fugir por todos os lados, bati nos rails para me desviar, mas não consegui.

 

"O Smart deve ter feito 'aquaplaning', andou aos ziguezagues, bateu no rail do lado esquerdo e quando voltou para o meio da estrada o Mercedes bate-lhe em cheio, sem culpa nenhuma"

 

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Matosinhos&Option=Interior&content_id=1680527

 

Quatro mortos em acidente na EN 10

 

Quatro pessoas, dois adultos e duas crianças, morreram na sequência de um choque entre dois veículos ligeiros, na Estrada Nacional 10, entre os quilómetros 50 e 51, em Águas de Moura, Marateca, concelho de Palmela.

O acidente deu-se entre um jipe, onde seguia um casal, que ficou com ferimentos ligeiros.

Na outra viatura, seguiam oito pessoas, das quais pelos menos quatro crianças.

Segundo informação do Comando da GNR, entre os quatro mortos estão duas crianças, uma com dois anos e a outra com cinco anos.

Os outros dois mortos são o condutor, de 50 anos, e um passageiro, de 30 anos. 

 

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Set%FAbal&Concelho=Palmela&Option=Interior&content_id=1677413

 

Valença - Número de mortos eleva-se para cinco, vítimas eram pescadores das Caxinas

 

Segundo Eduardo Afonso, responsável da Protecção Civil de Valença, as vítimas seguiam numa carrinha de nove lugares, que embateu contra a traseira de um camião que estava estacionado na berma da EN-13, fora de um restaurante.

 

http://www.destak.pt/artigo/76797-numero-de-mortos-eleva-se-para-cinco-vitimas-eram-pescadores-das-caxinas

 

 

"O acaso não é, nem pode ser, senão a causa ignorada de um efeito conhecido"

  Voltaire

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 00:37 | link do post | comentar