Velocidade... a mais intoxicante das drogas...

A apetência pela velocidade... mantêm o êxtase e as faculdades cognitivas simultaneamente.

Muitos anseiam por autoestradas em Portugal sem limite de velocidade para não temer um encontro com os radares da brigada de trânsito.

 

A partir de Janeiro de 2010... o número de mortos resultantes de acidentes de viação em Portugal passaram a ter uma contabilização a 30 dias. 

Desde 23 Junho de 2004, com a criação dos Núcleos de Investigação Criminal (NICAV) da GNR que “todos” os mortos ocorridos no local do acidente ou posteriormente, sob a contabilidade a “30 dias”, são do conhecimento da GNR.

 

Em Janeiro de 2009, deu-se a extinção da Brigada de Trânsito da GNR pelo então ministro da Administração Interna, António Costa.

O Governo criou uma nova estrutura, denominada: Divisão de Prevenção e Segurança Rodoviária. 

Tem a cargo o planeamento das operações e recolha de informação, bem como outras competências na área do trânsito.

Justifica que só uma unidade com competência em trânsito, poderá contribuir para uma redução da sinistralidade nas estradas portuguesas.

O policiamento do trânsito tem que ser contínuo e não deve parar por jurisdições ou estradas com menor fluxo de tráfego.

Em Portugal, os custos sócio-económicos directos ou indirectos da sinistralidade rodoviária podem chegar aos 3% do produto interno bruto (PIB) e coloca o país, entre os dez países com maior número de mortos devido a acidentes de viação (Comissão Europeia).

 

Todos os Estados membros são confrontados com o problema da segurança rodoviária.

 

Estima-se que em 2020 a sinistralidade rodoviária seja a terceira causa de morte a nível mundial, sendo a primeira as doenças cardíacas e a segunda a depressão.

 

As principais causas dos acidentes estão determinadas.

 

- A velocidade excessiva causa cerca de um terço dos acidentes mortais e graves.

- A taxa excessiva de alcoolemia está como responsável por grande número de sinistros.

- A condução sob influência de drogas e fadiga.

- A não utilização dos cintos de segurança, dos capacetes de protecção.

- A falta da utilização de sistemas de retenção – vulgo, cadeirinhas, etc.

 

Os automóveis actuais são muito mais seguros em termos de protecção oferecida pelos equipamentos de segurança passiva que os veículos mais antigos.

Nem todos os modelos têm essa elevada protecção, e essa protecção, não será totalmente eficaz para evitar que ocorram mortes.

 

Perícias a acidentes, revelam que, se todas as viaturas fossem concebidas para oferecer em caso de acidente, uma protecção equivalente à que é oferecida pelas viaturas “topo de gama”, metade das mortes e lesões incapacitantes poderiam ser evitadas.

A concepção das estradas e a sinalização rodoviária, podem ter também um papel essencial para influenciar os comportamentos.

 

Devemos encarar que a nossa relação na necessidade em utilizar um automóvel, é no mínimo estranha.

 

Um modo de vida em que se gasta, num país como Portugal, onde o ordenado médio ronda os 700€... muitas pessoas gastam cerca de 30% da sua remuneração mensal para se deslocarem para o seu trabalho neste "notável objecto".

Nessa mesma deslocação, podemos ainda e com alguma probabilidade, vir a morrer ou a ficar gravemente ferido.

A Organização Mundial de Saúde (relatório de 2004) aconselha todos os países a tratarem a sinistralidade rodoviária como um problema de saúde pública.

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 00:51 | link do post | comentar