Os acidentes de viação são uma “chaga” social…

Muitos dos acidentes de viação podiam ser evitados.

 

A segurança rodoviária tem de ser analisada como sistema integrado da sociedade;

As instituições estatais como a ANSR ou o InIR, I.P. não podem servir apenas para analisar estatísticas e elaborar gráficos;

Os acidentes de viação representam a 3ª causa de enfermidade pública e causam graves repercussões físicas, emocionais, psicológicas, sociais e económicas;

Urgem alterações estruturantes e modelos de intervenção integrada e coordenada entre os diferentes agentes com responsabilidade no sistema de circulação em Portugal;

A maioria dos condutores reconhece que a velocidade excessiva é uma das principais causas para a ocorrência de acidentes;

É necessária maior intervenção por parte das autoridades na fiscalização e principalmente, na prevenção rodoviária;

Segundo vários estudos, 2 em cada 3 condutores admitem exceder regularmente os limites de velocidade autorizada;

Dentro das localidades, 4 em cada 5 condutores excedem a velocidade;

Nas autoestradas, 1 em cada 2 excede os limites de velocidade estabelecida;

 

Conhecidos estes dados não resta qualquer dúvida que é necessário “educar” os condutores através de campanhas de segurança rodoviária, e terá de ser feito um enorme esforço na correta aplicação da sinalização rodoviária.

 

Existe "má" sinalização em Portugal.

 

Faltam em Portugal “técnicos” de sinalização rodoviária com semelhança dos técnicos de SHST;

A falta da obrigatoriedade desses técnicos leva a que a sinalização seja depois aplicada com mais ou menos bom senso;

Os condutores são muitas vezes levados a não cumprir as regras porque, a sinalização, em grande parte está mal aplicada no espaço rodoviário;

São inúmeras as situações em que a sinalização peca por defeito, ou por excesso;

Como resultado destas lacunas, a maioria dos estudos conduzirá a estatísticas em que a maior parte dos acidentes se vai dever ao excesso de velocidade e ao álcool;

Deste modo, e no seio da UE, Portugal continuará no topo em matéria de acidentes rodoviários;

A desorganização do ordenamento das cidades, das zonas turísticas, dos centros das vilas, do estacionamento na via pública, a falta de civismo e o disparatado comportamento de alguns condutores, também explicam os resultados da nossa elevada sinistralidade;

O maior número de utilizadores da via pública nas cidades são peões e são eles o “elo” mais fraco, estes deviam conhecer o código da estrada e serem motivados a cumpri-lo;

Na maioria das cidades europeias a velocidade máxima é de 50Km/h e junto das escolas o máximo permitido são 30Km/h;

Tem de ser levado em conta o tamanho de uma criança em relação a um automóvel ligeiro, que pode ser comparado com o tamanho de um adulto em relação a um veículo pesado para ter uma ideia das proporções;

O campo de visão de uma criança é de 70º, quando comparado com o de um adulto que é de 180º;

 

Como forma de tentar controlar todo este “pesadelo” rodoviário, é utilizada a componente repressiva.

 

Os escassos meios policiais são retirados da prevenção para a aplicação de coimas que resultam em mais dinheiro nos cofres do Estado mas, depois não são aplicados onde deveriam;

Muitos radares ficam avariados por tempo indeterminado;

Uns são vandalizados e outros derrubados devido a acidentes;

Os departamentos de Mobilidade das autarquias admitem que faltam verbas para a reparação dos radares;

Os contratos de manutenção com as empresas fornecedoras destes equipamentos, nem sempre são muito transparentes (podem estar em causa mais de um milhão de euros por ano para que o sistema seja vigiado convenientemente e as anomalias reparadas);

 

Os comportamentos continuam como se não estivéssemos na época da internet.

 

Como todo este "pesadelo” não fosse só por si aterrador, em algumas situações, ainda falta às vítimas de acidentes de viação um serviço
de socorro condigno;

Para que toda esta problemática seja ainda mais “caótica”, temos decisões judiciais em relação ao apuramento de
responsabilidades em acidentes com mortos, onde uma verdadeira ação punitiva ou uma penalização dos culpados é muito passiva!

 

 

Minuto Seguro ACP: Crianças peões.

http://www.youtube.com/watch?v=SyFPna7vNVY&playnext=1&list=PL611DDB15C50FAF50&feature=results_video

 

 

A Holanda é conhecida por infra-estruturas excelentes. 

Como os holandeses conseguiram?

 

http://www.youtube.com/watch?v=XuBdf9jYj7o

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 00:32 | link do post | comentar