Brisa - força laboral ...

Absurdos investimentos em infraestruturas rodoviárias.

 

A Globalização tem na mobilidade, um importante veículo para que a economia funcione a nível mundial.

Importância essa que tem justificado grandes investimentos em sistemas de transportes. Apesar dos vários sistemas: marítimo, aeroportuário, ferroviário, entre outros, a aposta em Portugal nas últimas décadas, foi feita em autoestradas. Aposta baseada em previsões de tráfego para horizontes de dez a trinta anos.

 

A atual instabilidade económica mundial veio trazer grandes incertezas e mostrar que as Parcerias Público Privadas com as concessionárias de autoestradas revelaram-se ruinosas para o Estado. O aumento do consumo de combustíveis fósseis pelas novas economias emergentes criou enorme pressão nos mercados internacionais e provocou um aumento dos preços.

 

Por outro lado, o mesmo aumento de preço dos combustíveis teve como consequência uma descida na sua procura e um “arrefecimento” da economia a nível mundial. O consumo exponencial das novas economias fez com que o preço do crude tenha clara tendência para que o seu preço aumente. Pelo que o uso de transporte próprio seja, tendencialmente, cada vez mais caro. Revelando que, os cálculos que justificaram a construção de inúmeras infraestruturas rodoviárias foi, uma aposta completamente errada (...).

 

Um País que constrói autoestradas insustentáveis. Sem qualquer possibilidade de serem pagas pelos seus utilizadores. E que depois de construídas, essas auto-estradas, não são usadas porque acarretam portagens muito caras e leva os seus utilizadores a passar para as vias secundárias, tornando estas mais caras de manter, é um Problema! O modelo de financiamento da manutenção do utilizador pagador, é um Slogan! Porque depois, TODOS PAGAM (...).

Lucros da Brisa caem 35% nos primeiros nove meses do ano

31.10.2012 (Jornal Público Economia)

Os lucros da Brisa caíram 35% nos primeiros nove meses deste ano face ao período homólogo, apresentando um resultado líquido de 70 milhões de euros. No mesmo período do ano anterior, os lucros cifraram-se nos 107,7 milhões de euros. Num comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Brisa declara que as receitas operacionais consolidadas atingiram os 457,9 milhões de euros, menos 10,3% que no mesmo período do ano passado. Neste resultado pesa o comportamento das receitas geradas pelas portagens, que tiveram um decréscimo de 41,7 milhões de euros. No mesmo sentido, os custos operacionais também diminuíram nos primeiros nove meses deste ano, fixando-se agora nos 136 milhões de euros, menos 9,2% que no ano anterior. “A empresa manteve o programa de redução de despesas operacionais e de investimento, por forma a equilibrar o menor volume de geração de caixa”, pode ler-se no documento enviado hoje à CMVM. No mesmo dia, a Brisa anunciou a entrada de Graham Peter Wilson Marr para vogal do Conselho de Administração, baseando a decisão “na sua sólida formação e capacidade técnica, a par do profundo conhecimento que tem da Brisa”. Esta alteração surge após a renúncia ao cargo de João Vieira de Almeida. (___)

 

 

Concessões nacionais da Brisa perdem tráfego com austeridade
A empresa, que aguarda decisão para sair de bolsa, registou até Setembro quebra de 10% nas receitas de portagem e reduziu em 177 o número de colaboradores. Apesar da diminuição de tráfego nas auto-estradas da Brisa ter melhorado do segundo para o terceiro trimestre deste ano, o grupo continua a assistir a fortes quedas na circulação das suas concessões nacionais, pelo que responsabiliza a recessão económica e as medidas de austeridade. Nos primeiros nove meses de 2012, as receitas de portagem do grupo foram inferiores em 42 milhões de euros às registadas há um ano.

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 23:30 | link do post | comentar