A25 palco do acidente mais grave da história rodoviária nacional...

482 Mortos nas estradas em 2010

Mais quatro mortos até ao final de Agosto, comparando com 2009, e mais três feridos graves (contagem a incluir as vítimas dos choques em cadeia na A25). 

A25 volta a matar

Um acidente de viação ocorrido… na auto-estrada A25 - que liga Aveiro a Vilar Formoso -, causou a morte a um homem de meia-idade e originou ferimentos ligeiros ao acompanhante, também do sexo masculino.

O sinistro ocorreu ao quilómetro 174,5, no sentido Guarda-Vilar Formoso, junto ao nó de Pínzio, precisamente no local onde no passado dia 23 um outro desastre de viação provocou três feridos graves que seguiam num veículo de matrícula francesa em direcção à fronteira de Vilar Formoso.

Nesse mesmo dia, recorde-se, a A25 foi palco do acidente mais grave da história rodoviária nacional, com um choque em cadeia no nó de Talhadas, Sever do Vouga.

O acidente causou seis mortes - cinco no local, sucumbindo a sexta vítima na terça-feira, dia 30, no Hospital Universitário de Coimbra -, e ferimentos em 72 pessoas, além, de avultados prejuízos financeiros, na casa dos milhões de euros.

 

Centenas em excesso de velocidade no IP4

Nos últimos meses mais de 500 automobilistas foram apanhados a circular a 200 quilómetros por hora no IP4, no distrito de Bragança… Os excessos foram verificados por equipamentos de telemetria das Estradas de Portugal e não pela Brigada de Trânsito e por isso não resultaram em contra-ordenações. No IP4 a velocidade máxima permitida é de 90 quilómetros/hora, mas quase 2200 automóveis foram a mais de 180 quilómetros por hora...

diario.iol.pt

 

"Guerra civil" nas estradas.

A 3 de Julho, uma mulher morreu na A25, na saída Viseu/Norte, junto a Boaldeia.

Foi o primeiro e único acidente rodoviário com vítima mortal registado após a conclusão, a 30 de Setembro de 2006, da transformação do IP5 em auto-estrada. O acidente foi a excepção de uma paz, quase completa, na estrada que sucedeu ao pesadelo do IP5, via onde morreram, desde a década de 80, centenas de pessoas, a uma média de 25 por ano.

Índices de sinistralidade que lhe valeram o epíteto de "estrada da morte" e a tornaram a terceira mais perigosa em todo o Mundo.

Em 1998 um dos anos mais trágicos no IP5, perderam a vida naquela estrada 48 pessoas.

A filha de Manuel João Ramos, fundador e presidente da Associação de Cidadãos Auto mobilizados (ACAM), foi uma das vítimas inocentes da "incompetência técnica e política dos que conceberam e construíram aquela estrada de morte". Naquele mesmo ano, cerca de 10 mil pessoas assinaram, e entregaram na Assembleia da República, uma petição pedindo medidas drásticas para o IP5. Exigia-se o fim da circulação dos veículos pesados. Era surrealista, mas tinha de ser.

A tutela determinou a "Tolerância Zero", medida que obrigava a conduzir até 90kms/hora.

Em 1999, era fundada a ACAM para combater a sinistralidade, a A25 custou 700 milhões.

Em 1994, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações anunciou a transformação do IP5 em auto-estrada.

As obras foram adjudicadas, em 2001, na cidade da Guarda, na presença do então primeiro-ministro António Guterres.

A concessão foi atribuída à Lusoscut - Auto-Estradas da Beira Litoral, SA, em sistema de concepção, projecto, construção, financiamento, exploração e conservação dos troços. O investimento total, superior a 700 milhões de euros, seria feito em regime de SCUT - Sem Custos para o Utilizador.

Um regime que ainda se mantém enquanto não houver alternativa rodoviária segura à actual A25.

Estava finalmente duplicado o IP5, com perfil de auto-estrada, uma linha recta entre o Litoral e Espanha, num trajecto de 200 quilómetros.

Texto: Jornal de Notícias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 17:19 | link do post | comentar