Relatório InIR, I.P. – Auto-estradas.

Autoestradas sem 225 mil/dia

 

São cada vez mais os portugueses a fugir ao pagamento de portagens, como mostram os últimos números do Instituto de Infraestruturas Rodoviárias sobre as autoestradas. Só no primeiro semestre, as 32 autoestradas nacionais registaram menos 225 mil veículos a circular por dia, numa tendência que se agravou nos meses de Maio, Junho e Julho, face ao mesmo período de 2011.

 

Tendo em conta apenas as autoestradas mais movimentadas do País, usadas por mais de um milhão de veículos por mês, verifica-se que a perda mensal foi superior à média nacional de 15,5 por cento, ao atingir os 18 por cento . A Via do Infante, foi a autoestrada do País com a maior queda de tráfego no primeiro semestre do ano, superior a 50 por cento. Mas não foi a única: todas as ex-Scut que passaram a ter cobrança eletrónica de portagens em Dezembro do ano passado apresentam quedas significativas no tráfego.

 

Das 32 autoestradas contabilizadas pelo INIR, apenas a Circular Sul de Braga (CSB) registou uma subida de tráfego no segundo trimestre do ano, na ordem dos 7,4 por cento. Além do custo das portagens, que aumentou quatro por cento a 1 de Janeiro, também o elevado preço dos combustíveis está a contribuir para a descida de tráfego nas autoestradas. Desde o início do ano, a gasolina já aumentou perto de 10 por cento e o gasóleo mais de 4 por cento.

 

A perda de tráfego está a afetar negativamente as contas das concessionárias, sobretudo da Brisa, a que gere a maior rede do País.

 

Neste caso, e relativamente ao primeiro semestre, a empresa arrecadou menos 26,7 milhões de euros em portagens, face ao ano passado. Entretanto, um estudo divulgado pelo ‘Diário Económico’ concluiu que existem cinco concessões de auto--estradas falidas e uma na iminência de falir por não serem financeiramente sustentáveis.

 

A diminuição do tráfego também está a afetar as vendas nas áreas de serviço.

 

No caso da Ibersol, com vários restaurantes localizados nas autoestradas, a introdução de portagens nas ex-Scut provocou uma queda de 35 por cento nas receitas. Publicado: Jornal Correio da Manhã

 

 

Relatório InIR, I.P.

 

http://www.automotor.xl.pt//Not%C3%ADcias/DetalheNoticia/tabid/118/itemId/12700/Default.aspx

 

 

Estradas de Portugal acorda redução de 241 milhões de euros no Baixo Tejo

 

A Estradas de Portugal e a Autoestradas do Baixo Tejo, Subconcessionária do Baixo Tejo acordaram os termos da redução do âmbito desta Subconcessão. Esta redução traduz-se na retirada, a 1 de janeiro de 2014, desta Subconcessão e regresso à esfera de atuação direta da EP da operação e manutenção das Vias Rápidas da Caparica e Barreiro, e dos IC3 e IC32 nos troços, respetivamente, entre Alcochete e Montijo, e Montijo e Barreiro.

 

Também passarão para a EP, na mesma data, as ligações ao Funchalinho e Trafaria, entretanto construídas pela Subconcessionária. Deixará de fazer parte deste Contrato entre a EP e a AEBT a construção de um novo Centro de Assistência e Manutenção para apoio a esta rede, que se apoiará nos já existentes, bem como a ER377-2 entre a Caparica e Fonte da Telha e a requalificação da Avenida do Mar que lhe estava associada.

 

Para o efeito celebrou-se, desde já, um Memorando de Entendimento (ME) entre a Estradas de Portugal e a AEBT, sobre os temas dessa redução de âmbito, os quais representam uma poupança a preços correntes estimada em cerca de 241 milhões de Euros, ao longo da vida da Subconcessão.

 

A poupança será obtida da seguinte forma:

CAPEX (investimento em capital fixo) – 161 milhões de euros;

OPEX (despesas operacionais) – 80 milhões de euros;

 

Com a redução do investimento e dos custos decorrentes, a Estradas de Portugal estima desta forma diminuir os pagamentos ao subconcessionário, ao longo da vida da Subconcessão, em valores atualizados líquidos a 30 de junho de 2012, de 132 milhões de euros.

Esta redução permite reduzir a dívida da EP a partir de 2014, em cerca de 20 milhões de euros anuais, num montante superior a 390 milhões de euros em 2034. O ME e o Contrato Alterado serão submetidos a todas as entidades reguladoras, fiscalizadoras e financiadoras antes de entrarem em vigor.

Os lanços objeto de redução que regressarão à jurisdição direta da EP, serão mantidos através das suas estruturas operacionais descentralizadas.

A EP prossegue os esforços de redução dos encargos com outras parcerias contratadas, de modo a assegurar a sua sustentabilidade financeira a prazo, nos termos dos objetivos delineados pelo Governo Português.

 

http://www.estradasdeportugal.pt/index.php/pt/informacoes/769-estradas-de-portugal-acorda-reducao-em-241-milhoes-de-euros-no-baixo-tejo

 

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 18:51 | link do post | comentar