Sinistralidade Rodoviária no espaço europeu...


RUMO A UM ESPAÇO EUROPEU DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA

Estima-se que as medidas de segurança rodoviária implementadas na última década na União Europeia tenham permitido salvar mais de 78 000 vidas.

A União Europeia tem vindo a demonstrar uma grande preocupação com a dimensão do fenómeno da sinistralidade rodoviária no espaço europeu. Em Junho de 2003, a Comissão Europeia (CE) adoptou o seu III-Programa de Acção Europeu para a Segurança Rodoviária (RSAP), que incluía o objectivo ambicioso de reduzir para metade o número de vítimas mortais de acidentes de viação até 2010.

 

Embora não tendo atingido o objectivo a que se propôs, por pouco, na medida em que a redução deverá ficar-se pelos 44%, o RSAP teve um forte efeito catalisador nos esforços empreendidos pelos Estados-Membros para melhorar a segurança rodoviária, estimando-se que tenham sido salvas mais de 78 000 vidas.

Atendendo aos resultados obtidos impõe-se agora a adopção de um novo RSAP, para a década 2011/2020, que aproveite as sinergias do plano findo e que, de forma articulada e coordenada, consiga manter a tendência de redução da sinistralidade que, ao contrário do que acontece no resto do mundo, se tem vindo a verificar na Europa.

Neste sentido prosseguem os trabalhos para a elaboração do que será o IV-RSAP, tendo a CE publicado em 20 de Julho de 2010 a Comunicação COM (2010) 389 final: Rumo a um espaço europeu de segurança rodoviária: orientações para a política de segurança rodoviária de 2011 a 2020.

O que está em causa? Apesar do sucesso dos três anteriores programas da UE, o sistema rodoviário está ainda longe de ser seguro. Em 2009, 35 000 pessoas morreram e mais de 1 500 000 ficaram feridas em acidentes de viação. O custo para a sociedade é enorme, estimando-se que represente cerca de 130 000 milhões de euros em 2009.
O que se pretende? A UE propõe como novo objectivo a redução, até 2020, do número de mortes vítimas de acidentes de viação na União Europeia para metade das registadas em 2010.

Este objectivo comum representa um aumento significativo do nível de ambição quando comparado com o objectivo, não concretizado, do actual Programa de Acção Europeu para a Segurança Rodoviária. No entanto, esta ambição é legítima atentos os progressos já alcançados por diversos Estados-Membros na última década, dando por esse motivo um sinal claro do empenho da Europa em melhorar a segurança rodoviária.
Para alcançar o objectivo proposto, a CE propõe três princípios de actuação:

 

Adopção de uma política comum: aumentar o nível de segurança rodoviária em toda a europa;

Adoptar uma abordagem integrada com outros sectores, nomeadamente, energia, ambiente, emprego, educação, juventude, saúde pública, investigação, inovação e tecnologia, justiça, seguros, comércio e relações externas, entre outras;

Adoptar o conceito de responsabilidade partilhada (UE, nacional, local…): Road safety is your safety.

 

Neste âmbito, para aumentar a segurança dos utentes, dos veículos e das infra-estruturas será necessário promover a combinação de medidas que incluam a cooperação nacional, a partilha de boas práticas, a realização de estudos de investigação, a organização de campanhas de sensibilização e a adopção de regulamentação. São sete os objectivos estratégicos propostos para a próxima década:

 

Melhorar a educação e a formação dos utentes da estrada;

Intensificar o controlo do cumprimento do código da estrada;

Aumentar a segurança das Infra-estruturas rodoviárias;

Promover o desenvolvimento e a utilização de veículos mais seguros;

Promover o uso das novas tecnologias para melhorar a segurança rodoviária;

Melhorar os serviços de emergência e pós-assistência às vítimas;

Melhorar a segurança dos utilizadores mais vulneráveis.

 

Entretanto o Parlamento Europeu aprovou em 21 de Junho de 2011 o “RELATÓRIO sobre a política europeia de segurança rodoviária de 2011 a 2020”. Curiosamente, este relatório é bem pormenorizado e exigente que a Comunicação da CE, elevando a fasquia e a expectativa sobre o próximo Plano de Acção Europeu de Segurança Rodoviária, que será o tema do próximo artigo.

Paulo Marques - Presidente da ANSR

http://www.automotor.xl.pt/Notícias/DetalhedeNotícias/tabid/178/itemId/9798/Default.aspx

 


VELOCIDADE: A MÃE SOLTEIRA!

Ao longo de mais de duas décadas que oiço falar das medidas para diminuir a sinistralidade rodoviária no nosso país. Serviu a sinistralidade rodoviária e sua diminuição de estandarte político e de promessas eleitorais, mas a verdade é que nestes 20 anos o discurso não mudou e menos ainda a actuação dos responsáveis na tomada de medidas práticas, reais e concretas, apesar dos planos nacionais de prevenção rodoviária ou da recente estratégia nacional de segurança rodoviária, com excepção claro está da punição dos condutores por excesso de velocidade ou álcool.

Assim, impõe-se questionar porque a sinistralidade rodoviária diminuiu efectivamente nos últimos anos fora das cidades quando pouco ou nada se alterou nas estratégias da ANSR, substituta da DGV nesta área, ou do Ministério da Administração Interna, que detém a tutela nesta matéria. A resposta – e nunca ninguém lhe dá os devidos créditos – encontramos no desenvolvimento tecnológico dos automóveis, em todas as suas vertentes e em especial no concernente ao desenvolvimento dos sistemas de segurança passiva e activa daqueles, bem como no aumento de vias com segregação de trânsito e mesmo na melhoria das atitudes dos condutores, que me desculpem os defensores da “guerra civil” nas estradas.

Parece somos agora os campeões da sinistralidade dentro das localidades, como já o éramos, e mais uma vez a velocidade serve de bandeira e é a mãe solteira de todas as culpas, pelo que tem de se diminuir o limite e punir mais os condutores.
É verdade que alguns exageram e devem ser punidos; mas e se começassem, antes de “acalmarem” o tráfego, por “arranjar” os buracos desta cidade onde vivo e trabalho? Não existe ruela, rua ou avenida em Lisboa, e suas redondezas, onde o piso tenha um nível de coeficiente de aderência minimamente razoável, onde a cada dois metros, ou menos, não se encontre um buraco ou uma tampa de esgoto (e são tantas) não nivelada. E estes “pequeninos” factores interferem na segurança de qualquer utente da estrada, de quem conduz e de quem é peão, porque mesmo a baixíssimas velocidades são o ingrediente perfeito para aumentar exponencialmente a distância de travagem e, logo, não se conseguir parar o veículo, evitando assim o atropelamento.

A educação e informação dos condutores é sem dúvida fundamental. No entanto, essencial é igualmente educar e formar os técnicos que “pintam” e sinalizam as vias, obstáculos ou obras, sejam elas dentro ou fora das localidades.
Saberão os responsáveis, com o dever de dar formação aos executores, que não basta colocar traços de tinta branca ou um pau dentro de um buraco? É preciso sim que esta sinalização obedeça às características e dimensões do Regulamento de Sinalização de Trânsito.

Meus senhores, o ano passado, na Av. Miguel Bombarda, no entroncamento com a Av. da República, e falamos de duas das principais avenidas de Lisboa, esteve uma cratera, mais de 2 meses, na via central (tem 3 vias no mesmo sentido) sinalizada com um pau, que parecia de vassoura, rodeado de grades adornadas de fitinha encarnada. Até seria engraçado se não se tivessem esquecido de colocar o sinal de pré-aviso de perigo e de usar material retro-reflector para uma melhor visibilidade nocturna. Isto é sinalização própria e regulamentar para sinalizar um obstáculo? – pergunto eu aos responsáveis, neste caso ao Sr. Presidente da Câmara de Lisboa.

Será que a ideia de prevenção da sinistralidade, e consequente diminuição desta, dentro da cidade é efectuarem auto-stops às 9h da manhã junto ao Instituto Superior Técnico, como o fizeram na passada 6.ª feira, dia 8 de Julho, e colocarem paus dentro de buracos? Não para mim, mas isso ficará para a próxima.

Teresa Lume - Advogada

 

http://www.automotor.xl.pt/Notícias/DetalheNoticia/tabid/118/itemId/8857/Default.aspx

  

 

Emigrante
detido na Galiza a 236 km/hora

 

Um emigrante luso-francês que
regressava de férias a Portugal foi detido na Galiza depois de ser detectado a
circular a 236 quilómetros por hora, a segunda velocidade mais alta registada
naquela região espanhola.

O homem, de 37 anos, indicaram, esta quinta-feira,
fontes da Guarda Civil, conduzia um BMW série 6, com o filho de oito anos e a
mulher, quando foi controlado pelos radares daquela força a circular com o
dobro da velocidade permitida.

O controlo de velocidade foi feito na terça-feira à
tarde, na A-52, a cerca de 50 quilómetros da fronteira de Chaves, tendo o
condutor ficado detido algumas horas na Guarda Civil de Ourense.

Foi libertado pelas autoridades galegas depois de pagar
uma multa e está acusado de um crime contra a segurança rodoviária.

Em Espanha, a velocidade máxima permitida nas
autoestradas é de 120 quilómetros por hora - depois de um período em que esteve
limitada a 110.

Em 2008, um Porsche 911 foi controlado pelas
autoridades galegas a circular a 249 quilómetros por hora.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1954549

 

Angélico a 253 km à hora
quando teve o acidente fatal.

O BMW 635 que Angélico conduzia tinha um limite de
velocidade que lhe permitia ir até aos 260 km/h. O cantor seguia praticamente
no limite, o que terá potenciado o acidente.

O "Correio da Manhã" escreve que todos os
movimentos do carro guiado por Angélico antes do choque fatal contra o
separador da A1, em Estarreja, que em Junho tirou a vida ao cantor e a um
amigo, ficaram registados num dispositivo incorporado no BMW que guiava na
altura. Os registos não deixam margem para dúvidas: o actor seguia a 253 km/h
na altura do acidente.

Todos os mecanismos de segurança do carro foram
accionados. A excessiva velocidade levou, no entanto, a que a porta do condutor
se soltasse. O dispositivo do carro permitiu ainda verificar que não houve uma
desaceleração do BMW, ou seja, Angélico não chegou sequer a ter tempo para
travar. Durante a investigação feita pela GNR de Aveiro, foi possível concluir
que o cantor conduzia de chinelos, o que constitui uma contra-ordenação do
código da estrada, porque limita a capacidade do condutor controlar os
movimentos.

http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1970291&especial=Revistas+de+Imprensa&seccao=TV+e+MEDIA

 

 

Apanhado
com álcool a conduzir autocarro com crianças

 

O motorista de um autocarro de transporte
de crianças foi apanhado pela GNR com excesso de álcool em Ribeira de Pena e
suspenso pela autarquia. O homem já era suspeito de abusos sexuais após uma
denúncia que a PJ está a investigar.

Durante uma operação de rotina da GNR, o
motorista da câmara foi apanhado com uma taxa de álcool de 1,03 gramas por
litro de sangue, quando conduzia um autocarro de transporte de crianças. O caso
remonta ao dia 18 de setembro, mas só esta quinta-feira foi divulgado.

Agostinho Pinto, presidente da Câmara de
Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, disse à Lusa que, mal a ocorrência lhe
foi reportada pela GNR, suspendeu o funcionário e mandou abrir um processo de
averiguações.

Sobre o mesmo individuo recaem ainda
suspeitas de abuso sexual, uma denúncia apresentada no ano passado e que está a
ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ).

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/apanhado-com-alcool-a-conduzir-autocarro-com-criancas

 

 

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 00:14 | link do post | comentar