Comportamento dos condutores...

IP4: maioria dos acidentes tem origem na condição da via

 

A
opinião foi partilhada em Bragança pelo Superintendente Poças Correia, director
do Departamento de Saúde e Assistência na Doença da PSP, que esteve em Bragança
para apresentar um estudo sobre o “comportamento dos condutores” as causas da
sinistralidade rodoviária, por ocasião da comemoração dos 135 da criação do
comando da PSP de Bragança.

 

O
responsável ressalva que só conhece o IP4 pela “viagem de Lisboa” a Bragança,
mas admite que “no caso do IP4 o factor via de condução terá uma influência
maior nos acidentes do que o comportamento dos condutores” que, em
circunstâncias normais, é apontado como responsável por

“90 a 95 por cento dos
acidentes”.

 

“Neste caso, do IP4, estou em crer que a via terá uma
preponderância muito grande no sentido de provocar os acidentes, porque é uma
via tortuosa que anda sistematicamente em obras e que neste momento não reúne
grandes condições para a prática da condução”, acrescentou ainda Poças Correia.

 

Desde
o início do ano já perderam a vida no IP4, nos distritos de Bragança e Vila
Real, 8 pessoas. O último acidente, há uma semana, tirou a vida a quatro
pessoas, quando um ligeiro entrou em despiste e embateu num pesado de
mercadorias, no Alto do Pópulo, em Alijó.

 

http://www.rba.pt/noticias.php?id=2362

 

 

ENSINAR A CONDUZIR!

 

Todos
nós ouvimos e lemos sobre a condução em Portugal e quase sempre os adjectivos
com que se mimam os condutores portugueses estão longe de ser elogiosos.

Mas afinal os portugueses são assim tão diferentes dos condutores de qualquer outro
país? Somos todos uns incivilizados, mal-educados e agressivos ao volante?

Como
em muitos outros aspectos, estamos prontos a criticar, mas raras as vezes nos
damos ao trabalho de conhecer as razões, o que está por detrás de determinados
comportamentos. E ao volante não é diferente.

Na verdade, os poucos estudos efectuados nesta área, aqui no nosso burgo, têm
resultados bem engraçados, divertidos até, mas muito comuns: o culpado é sempre
o outro.

Ou seja, o mau condutor, o incivilizado, o agressivo não é nunca o
próprio mas sim o seu vizinho, ou seja, o outro condutor. Se a estes inquéritos
todos nós sem excepção respondêssemos em consciência, o resultado seria bem
diferente. Ou nunca lhe aconteceu acordar um dia mais aborrecido e transpor
isso para a condução?

Como transpõe para os seus colegas de trabalho, amigos ou
família? Hummm… pense bem, ponha a mão na consciência e diga lá se não é
verdade. Se
este é um aspecto importante – o humor – outro não o é menos: o ensino da
condução! A este já me referi antes, no entanto acho importante voltar ao
assunto.

É vulgar numa auto-estrada de três vias de circulação constatarmos ser a mais à
esquerda a mais utilizada – confesso, vou pela mais à direita porque
normalmente nessa o caminho está livre.

O mesmo se passa nas ruas da cidade. E
porque será?

A resposta está no ensino da condução. É vergonhosamente vulgar.

 

http://www.automotor.xl.pt/Not%C3%ADcias/DetalheNoticia/tabid/118/itemId/9052/Default.aspx

 

A
EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA RODOVIÁRIA

 

O automóvel revolucionou completamente a nossa forma de vida,
proporcionando enormes melhorias de mobilidade e de liberdade de deslocação.

No
entanto, acarretou a perda de um número muito elevado de vidas humanas e
feridos graves, vítimas dos acidentes de viação.

Com o objectivo de
estudar e encontrar soluções para esta calamidade, a gestão da segurança
rodoviária tem acompanhado a par e passo o desenvolvimento do sistema
rodoviário.

 

De acordo com o Bliss (World Bank Transport Note, 2004), é possível
identificar quatro fases diferentes de desenvolvimento:

 

Entre os anos 50 e 60, na
sequência das primeiras investigações realizadas às causas dos acidentes, foi
possível determinar ser a falha humana a principal causa dos acidentes, tendo
daqui resultado políticas de segurança rodoviária centradas, essencialmente, no
comportamento do condutor.

Estas políticas concretizaram-se em disposições
legais, destinadas a regular o comportamento dos condutores, acompanhadas de
campanhas de informação e sensibilização rodoviárias, e da melhoria da educação
rodoviária e do ensino da condução.

Nos anos 70 e 80,
compreendeu-se que imputar, quase que exclusivamente, a culpa dos acidentes aos
condutores era extremamente redutor e, de alguma forma, permitia uma actuação
pouco activa em matéria de segurança rodoviária por parte das várias
autoridades responsáveis pelo sistema rodoviário.

Neste sentido, de forma a
complementar a anterior concepção e, na sequência da metodologia proposta pelo
epidemiologista americano

William Haddon em 1968,

a gestão da segurança
rodoviária passou a adoptar a Teoria do Sistema, constituído por três pilares:


o factor humano;

o veículo;

a infra-estrutura, relacionando-os nas fases,
antes,

durante e

depois do acidente.

 

Esta teoria tem o mérito de abordar a
gestão da segurança rodoviária de uma forma integral, tendo motivado, em alguns
países, o aparecimento dos primeiros planos nacionais de segurança rodoviária.

 

No início dos anos 90, o
enfoque passou a ser colocado nos resultados, privilegiando-se apenas as
intervenções que comprovadamente tivessem bons resultados em termos de redução
da sinistralidade. Os planos de segurança rodoviária passaram então a ter
objectivos e metas bem definidas.

 

Verificou-se, no entanto,
que o sucesso da maioria dos planos implementados se deveu, em grande parte, a
intervenções relacionadas com a melhoria do comportamento humano,

o que
reforçou a ideia de que a abordagem dos anos 50/60 seria a mais adequada,
subvalorizando-se a rede viária no seu todo, ou seja, o local onde ocorrem os
acidentes.

No final dos anos 90, a
Holanda e a Suécia, perceberam que tentar melhorar sistematicamente as metas e
objectivos de redução da sinistralidade definidos nos seus planos era
manifestamente insuficiente.

A Holanda através da estratégia Sustainable Safety
e a

Suécia através da Vision Zero,

lançaram definitivamente as bases para a
concretização, a longo prazo, de um sistema rodoviário intrinsecamente seguro.


Ambas estabeleceram, como imperativo ético, ser inaceitável que alguém possa morrer
ou ficar seriamente ferido enquanto utiliza o sistema rodoviário.

 

Nestas
estratégias a gestão das velocidades passou a desempenhar um papel fulcral na
concepção das vias e dos veículos e a cultura de culpabilização das vítimas
transferiu-se para o sistema rodoviário, dando especial relevância a uma
responsabilidade partilhada pelos diferentes actores, que directa ou
indirectamente intervêm no sistema rodoviário.

 

Em Portugal, praticamente
desde o início do século XX que as questões relacionadas com a segurança
rodoviária acompanharam a evolução do sistema rodoviário, no entanto, só em
2003, e com vários anos de atraso relativamente aos países europeus mais
evoluídos, surgiu o primeiro Plano Nacional de Prevenção Rodoviária 2000/2009,
documento que trouxe grande alento a todos aqueles que, na altura, estavam
directamente ligados a estas matérias.

Infelizmente, este plano não dispunha
das condições necessárias para ser executado, motivo pelo qual foi substituído
pela Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2008/2015, tema que
abordaremos no próximo artigo.

 

Paulo Marques - Presidente da ANSR


http://www.automotor.xl.pt/Not%C3%ADcias/DetalheNoticia/tabid/118/itemId/9056/Default.aspx


ANSR – Campanha veículos de 2 rodas.

 

A
Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) vai lançar uma campanha de
prevenção e segurança rodoviária dedicada aos veículos de duas rodas a motor, a
terceira de uma série de seis campanhas previstas para o presente ano, que
contam com a colaboração de cartoonistas e ilustradores portugueses.

 

http://www.ansr.pt/Default.aspx?tabid=135&itemId=514&language=pt-PT

 

ACA-M

Curso
Livre de Sobrevivência Rodoviária

 

Desde
11 de Maio de 2011, o Curso Livre de Sobrevivência Rodoviária, está acessível a
todos os cidadãos. Esta ferramenta foi projectada como um dos contributos da
ACA-M para a Década Global De Acção Sobre Segurança Rodoviária 2011-2020, uma
iniciativa da ONU e Oganização Mundial de Saúde.

 

Ao
longo dos próximos meses iremos publicar os depoimentos e entrevistas dos
técnicos que acederam a dar o seu contributo para este projecto de divulgação e
formação na prevenção da sinistralidade rodoviária.

 

http://www.mobilidades.org/aca-m/

 

Só existe governo exterior a nós porque temos preguiça de nos governarmos a nós mesmos.

Agostinho da Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 11:02 | link do post