Sinistralidade Rodoviária é um problema de saúde pública...

Lançamento da Década de Acção pela Segurança no Trânsito - 11 de Maio de 2011.

 

Esperemos que num futuro próximo, agora que a sinistralidade rodoviária é considerada um problema de saúde pública, tenhamos mais oportunidades para celebrar o aumento da segurança nas estradas.

 

A maior parte das comunicações já estão disponíveis no site da Direcção-Geral da Saúde

http://www.dgs.pt/

 

O caminho é: na página da DGS, segue para «Saude de A a Z».

Clique em «D» e abre «Década de Ação pela Segurança no Transito» e depois, na coluna da direita, acede a «Lançamento em Portugal».

Aí encontra todos os materiais em Português. Todos os materiais disponíveis podem ser usados, basta referir a fonte.

 

Em breve, a DGS vai disponibilizar um Formulário electrónico para o Registo dos Eventos a realizar no âmbito da Década.

 

A sociedade civil também se deve consertar no sentido de uma consciencialização no combate a este flagelo que é o da sinistralidade
rodoviária.

 

Nesse sentido vale a pena ouvir (está online) o programa de rádio "Viver no Transito".

Há que perceber as razões de tantos acidentes em Portugal.

 

O Projecto

1.1 Panorama Geral

 

Na última década, o número de acidentes com vítimas diminuiu. Não o suficiente.

Continuam a morrer demasiadas pessoas na estrada. Demasiadas pessoas ficam incapacitadas, devido a acidentes.

O esforço que tem sido levado a cabo, no sentido de alertar os condutores e peões, tem sido gigantesco.

 

E, pelos vistos, não chega.

 

Importa informar, educar e modificar atitudes.

De quem conduz.

De quem é conduzido.

Dos peões.

 

Só quando todos os intervenientes directos ou indirectos no processo souberem o que fazer, os comportamentos serão alterados.

Os acidentes diminuirão, tal como as vítimas.

Torna-se imperativo, educar desde muito cedo.

Está provado que, cada vez mais, as crianças são importantes decisores de acção.

Elas prestam atenção a todas as formas de comunicação e a sua capacidade para escutar e memorizar é, de longe, maior que a dos adultos: estão mais despertas.

 

A aposta nas crianças é fundamental pela Influência que têm, relativamente aos Pais, e porque serão os futuros peões e condutores.

Se as crianças crescerem “educadas” teremos uma nova geração, com mais informação, mais consciência e melhores comportamentos.

 

1.2 Questões e Problemas

Principais causas de acidentes:

 

- Desconhecimento ou necessidade de reciclagem do código da estrada;

- Álcool/Drogas;

- Excesso de velocidade;

- Distância do veículo da frente;

- Condução na via da esquerda;

- Falta de uso do cinto de segurança;

- Crianças sem cinto no banco de trás;

- Linha contínua;

- Paragem em locais inapropriados;

- Falta de sinalização de carro imobilizado;

- Más condições de manutenção do veículo (travões, luzes, pneus, direcção, etc.);

- Condições das vias (concepção e manutenção)

- Falta de preparação dos peões

 

2. Objectivos a atingir

2.1 Diminuir Sinistros

 

É vital que o número diminua.

Só, alterando comportamentos, isso acontecerá. Para que os comportamentos se alterem, é necessário informar e formar. Educar.

 

2.2 Aumentar o conhecimento e consequente cumprimento do código.

 

Dirigir as mensagens aos que conduzem veículos, e aos peões.

É importante e crucial fazer com que todos tenham um profundo conhecimento do código.

Ele organiza a formula de ” viver no transito” no dia-a-dia.

 

2.3 Integrar nas acções os peões

 

A segurança do transito depende amiúde deles. A colaboração entre peões e condutores é um dueto necessário. As regras servem para que essa convivência seja pacifica e possível.

O peão merece, na comunicação, mais importância. Mais informação.

Aumentar e esclarecer o seu conhecimento e contribuir para alterar o seu comportamento para melhor.

O peão, “elo mais fraco” do transito, deve ser ajudado a comportar-se e a defender-se de realidades que facilmente se podem tornar dramáticas.

 

3. Estratégia

 

Funcionando de forma horizontal na divulgação das regras do código e vertical na motivação relativamente à maioria da população.

No fundo, uma forma de criar campanhas interligadas com acções e eventos, que funcionem como um todo, com 3 objectivos finais:

- Informar Esclarecer e incentivar a curiosidade pelo conteúdo do código

- Formar Trabalhar ao nível da alteração da mentalidade das pessoas, de forma a alterar comportamentos;

- Implementar Recorrer a todas as formas de comunicação e integrar as novas tecnologias da internet ao SMS

 

A estratégia que suporta todas as acções, campanhas e eventos, baseia-se numa comunicação integrada.

A comunicação multitudinária tem problemas específicos que só explorando simultaneamente vários factores, pode resolver os desencontros dos diferentes targets, que social, cultural e emocionalmente se distinguem.

 

Criado um desafio – que será muito mais que um corporate simbol – propomos aos destinatários “ VIVER NO TRANSITO” como mobilização de
um anseio comum emocional que representa a sobrevivência ao perigo e à racionalização ranquilizadora nascida do conhecimento das regras.

 

http://www.vivernotransito.org/

 

Viver no trânsito - Musica.

http://www.youtube.com/user/TheCurimakers?blend=5&ob=5#p/a/f/0/eTmM7wA3DA8

 

 

“Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais”. Victor Hugo

 

Penso que Victor Hugo se precipitou. Ainda falta “civilizar” a civilização.

Conduza na defensiva. Tenha um comportamento atendível.

 

 

 

 

 

Foto de: Rui Godinho.

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 16:16 | link do post | comentar