Mil mortos nas estradas...

Mil mortos nas estradas...

 

(...) Contactado pela AutoMotor, o presidente do IML, Duarte Nuno Vieira, começa por referir que a “metodologia agora utilizada é a mais correcta.

Os 30 dias já envolvem a grande maioria das vítimas de acidentes de viação”, sublinhando que houve um “grande empenho” do instituto para que esta fórmula fosse aprovada no nosso país. Mas admite que, durante muitos anos, o número de autópsias efectuadas pelo IML era “40% superior aos mortos apresentados oficialmente”.

 

Basta ver a discrepância entre o número de mortos apresentado pela ANSR e o das certidões passadas pelo IML.

Em 2008, já com o agravamento de 14% imposto pelo UE, o registo oficial foi de 776 vítimas mortais, enquanto que o IML contou… 1000 óbitos.

 

Já em 2009, a ANSR anunciou 737 mortos, mas as autópsias do instituto a este tipo de sinistrados foram 896.

Também no ano passado, o primeiro em que foi aplicado o novo sistema de contagem, a ANSR indica como provisório o registo de 747 mortos, mas o trabalho do IML evidencia uma outra realidade: 1150 mortos foi o balanço de 2010 nas estradas lusas.

 

Dois anos sem BT A GNR, por seu turno, também labora, mas com base em registos distintos dos da ANSR.

Segundo fonte anónima desta corporação, os números obtidos pela GNR em 2008 e 2009 (748 e 763 mortos, respectivamente) “contêm todos os mortos ocorridos no período de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro, sendo uma contabilidade mais extensa, pois podem ter a contagem a mais de 30 dias.

 

Os números de 2010 (813) são a 30 dias, contando assim com os que faleceram até ao dia 31 de Janeiro de 2011, resultantes de Dezembro de 2010”. O mesmo interlocutor não tem dúvidas em associar o aumento do número de mortos, nos últimos dois anos, à extinção da Brigada de Trânsito.

 

“Analisando os números apresentados, verifica-se que, após a extinção da BT, os mortos resultantes de acidente de viação têm aumentado.

Tomando como referência 2008 (último ano da BT), tinham perdido a vida 748 pessoas;

em 2009 aumentaram para 763 (mais 17 pessoas, aumento de 3%).

Em 2010, com a contabilidade a 30 dias, temos 813 vítimas mortais na área da GNR, e, estatisticamente, a PSP apresenta 140 mortos.

 

Sem contar com os 30 dias da PSP, somam-se 953 mortos”, afirma. O militar encontra explicações para esta tendência negativa da mortalidade rodoviária no “desbaratar” dos conhecimentos dos militares da ex-BT, na degradação dos meios operacionais e no “grave erro” de dispor o trânsito de forma territorial, “folgando uns e sacrificando outros”. Para não falar do mal-estar que se vive na corporação…

 

http://www.automotor.xl.pt/0311/200.shtm

 

 

*2011, SEGUNDO MÊS CONSECUTIVO COM AUMENTO DE VITIMAS MORTAIS DE ACIDENTE

O erro da extinção da BRIGADA DE TRÂNSITO continua a manchar as estradas Portuguesas de sangue.

Pelo segundo mês consecutivo, o número de vítimas sobe nas estradas portuguesas.

Nem após 2 anos consecutivos de subida, haverá uma descida.

 

Desde a extinção da BRIGADA DE TRÂNSITO (31/12/2008), que os números nos anos seguintes (2009 e 2010), nunca mais se aproximaram de uma descida como vinha sido efectuada na última década.

Estávamos com uma tendência de descida durante uma década, que inverte após a extinção da BRIGADA DE TRÂNSITO, que era a entidade que estava encarregue da prevenção e fiscalização rodoviária, então é mais que certo e provado, que a sua extinção foi um erro grave.

É urgente reactivar a BRIGADA DE TRÂNSITO, ou fazer da UNT a antiga BT.

- Para isso, basta integrar todos os Destacamentos de Trânsito da Antiga BT na UNT;

- Criar dentro da UNT um gabinete de estudos e planeamento para formação e actualização;

- Criar uma logística própria e independente; Por fim dar-lhe uma dinâmica autónoma e independente.

 

Toda a gente já viu o erro, teima-se em não o corrigir e enquanto isso vão-se perdendo vidas na estrada, tudo por uma teimosia do actual governo.

- Em 2009 no mês de Fevereiro, haviam falecido 42 vítimas de acidente, no local do acidente ou a caminho do hospital;

- Em 2010 no mês de Fevereiro, haviam falecido 46 vítimas de acidente, no local do acidente ou a caminho do hospital;

- Fevereiro de 2011, termina com 49 vítimas de acidente, no local do acidente ou a caminho do hospital;

Estes são os números bastantes preocupantes, e os quais ainda falta juntar as vitimas a 30 dias, que vieram a falecer no hospital.

 

*MAS, estes números ainda reflectem um sinal mais preocupante, se tivermos em consideração que Fevereiro, é o mês que por tendência, regista sempre o menor número de vítimas.

Juntando estes números, ao factor da crise em Portugal e dos preços dos combustíveis, o sinal é de enorme preocupação.

Ainda, numa observação mais atenta, verificamos que no total acumulado, dos dois primeiros meses do ano, temos:

Ano 2009: 102 vitimas mortais;

Ano 2010: 109 vitimas mortais;

Ano 2011. 117 Vitimas mortais;

Assim, os dois primeiros meses do ano de 2011, contam com 117 vítimas mortais de acidente, não será certamente uma coincidência que após a extinção da BRIGADA DE TRÂNSITO, aumente assim tragicamente a sinistralidade, ano após ano.

 

Estes números dizem apenas respeito às mortes no local do acidente ou durante o percurso até aos hospitais, fonte páginas GNR, PSP e ANSR. ANSR http://www.ansr.pt/Default.aspx?tabid=57

 

Segurança para todos. Renault

Sinistralidade Rodoviária 2011

http://www.segurancaparatodos.com/noticias/detalhes.php?id=26

 

Albufeira: Mais de um terço dos efectivos da GNR em funções administrativas.

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=112484

 

GPS e telemóveis no carro aumentam risco de acidentes

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=10520

 

 

É preciso ter uma mente muito fora do comum, para analisar o óbvio.

Albert North Whitehead

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 19:00 | link do post | comentar