Ultrapassagem em Auto-estrada...

Segurança Rodoviária: Ultrapassagem pela direita em auto-estrada.

 

Regra geral: «a ultrapassagem deve efectuar-se pela esquerda» (artigo 36.º, n.º 1).

 

O facto de ser uma regra geral significa que é essa a regra que vale em todos os casos (a menos que a situação possa estar prevista em alguma excepção no Código da Estrada).

 

Veja-se: Artigo 42.º (“pluralidade de vias e trânsito em filas paralelas”)

“Nos casos previstos nos números 2 e 3 do artigo 14.º e no artigo 15.º, o facto de os veículos de uma fila circularem mais rapidamente do que os de outra não é considerado ultrapassagem para os efeitos previstos neste código”.

 

Por outras palavras, a situação em que o veículo da via da direita circula mais rápido que o da via imediatamente mais à esquerda, passando-o, é considerada uma ultrapassagem pela direita (e, portanto, proibida), salvo nesses três casos - números 2 e 3 do artigo 14.º e no artigo 15.º.

 

1) Número 2 do artigo 14.º: “dentro das localidades, os condutores devem utilizar a via de trânsito mais conveniente ao seu destino, só lhes sendo permitida a mudança para outra, depois de tomadas as devidas precauções, a fim de mudar de direcção, ultrapassar, parar ou estacionar”.

 

Este artigo só se aplica à circulação dentro das localidades, nada tendo a ver com a circulação nas auto-estradas.

 

Se eu for a circular numa avenida com várias faixas e pretender virar à esquerda num cruzamento mais à frente, a via de trânsito mais conveniente ao meu destino é a da esquerda. É essa que eu devo usar, independentemente de o meu carro circular a velocidade inferior ou superior à dos veículos que circulam nas vias mais à direita.

 

2) Número 3 do artigo 14.º: “ao trânsito em rotundas, situadas dentro e fora das localidades, é também aplicável o disposto no número anterior, salvo no que se refere a paragem e ao estacionamento”.

 

Este artigo só se aplica ao trânsito em rotundas (não tem nada a ver com a circulação em auto-estrada).

 

3) Artigo 15.º (“trânsito em filas paralelas”): “sempre que, existindo mais de uma via de trânsito no mesmo sentido, os veículos, devido à intensidade da circulação, ocupem toda a largura da faixa de rodagem destinada a esse sentido, estando a velocidade de cada um dependente da marcha dos que o precedem, os condutores não podem sair da respectiva fila para outra mais à direita, salvo para mudar de direcção, parar ou estacionar”.

 

Prevê-se aqui uma situação específica de trânsito muito intenso, em que as vias estão todas ocupadas e a velocidade de cada veículo está dependente da dos que circulam à sua frente. Retirando estes três casos especiais, o facto de os veículos da fila da direita circularem mais rapidamente do que os da esquerda equivale a uma ultrapassagem pela direita, logo proibida (artigos 42.º e 36.º do Código da Estrada).

 

Ultrapassar pela direita numa auto-estrada é considerado muito perigoso.

 

Rotundas

 

Tendo em conta as disposições aplicáveis do Código da Estrada, na redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei nº 44/2005, de 23 de Fevereiro, constantes dos artºs 13º, nº 1; 14º, nºs 1 a 3; 15º, nº 1; 16º, nº 1; 21º; 25º; 31º, nº 1, c) e 43º e as definições referidas no artº 1º do mesmo Código, na circulação em rotundas os condutores devem adoptar o seguinte comportamento:

 

1- O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve: Ocupar, dentro da rotunda, a via da direita, sinalizando antecipadamente quando pretende sair.

 

2 - Se pretender tomar qualquer das outras saídas deve: Ocupar, dentro da rotunda, a via de trânsito mais adequada em função da saída que vai utilizar (2ª saída = 2ª via; 3ª saída = 3ª via);

Aproximar-se progressivamente da via da direita;

Fazer sinal para a direita depois de passar a saída imediatamente anterior à que pretende utilizar;

Mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair.

 

Sinalização de manobras: Todas as manobras que impliquem deslocação lateral do veículo decorrente da mudança de via de trânsito ou saída da rotunda devem ser previamente sinalizadas.

 

Proibição do uso de auriculares.

 

Nos termos do Art.º84 do Código da Estrada (proibição de utilização de certos aparelhos), é proibida a utilização de auscultadores sonoros ou aparelhos radiotelefónicos, salvo se forem dotados de um (01) auricular ou de microfone com sistema de alta voz, cuja utilização não implique manuseamento continuado - a utilização de telemóveis dotados de dois (02) auriculares é proibida, mesmo no caso de o condutor utilizar só um.

 

Conduzir de chinelos.

 

Nº. 2 do art.º 11º do Código da Estrada - Decreto-Lei nº. 44/2005, de 23 de Fevereiro:

 

“Os condutores devem, durante a condução, abster-se da prática de quaisquer actos que sejam susceptíveis de prejudicar o exercício da condução com segurança”

 

Neste caso, o facto de um indivíduo conduzir o veículo calçado com chinelos não se enquadra, por si só, no conceito dos referidos actos descritos na supracitada norma, na medida em que, não existe qualquer restrição ou imposição legal ao tipo de calçado que um condutor deve utilizar no exercício da condução, tão pouco impõe que tal exercício deva ser efectuado com o condutor devidamente calçado.

 

Uso de bicicletas na via publica.

 

O uso dos velocípedes sem motor (bicicletas) tem crescido no nosso País, ao nível de transporte e laser, mas sobretudo a nível da prática desportiva.

 

Na ocorrência de acidentes de viação com velocípedes e que podem resultar vítimas mortais, há que lembrar algumas regras aquando da condução desses veículos, bem como, conceitos e sugestões para que se evite esses acidentes.

 

O Velocípede é um veículo com duas ou mais rodas accionado pelo esforço do próprio condutor por meio de pedais ou dispositivos análogos, podendo este ser, sem ou com motor eléctrico.

 

- Não é exigível uma idade mínima ao condutor, nem necessário ter carta ou licença de condução, mas é recomendável que o ciclista conheça o Código da Estrada, as regras de circulação de velocípedes e os sinais de trânsito para sua própria segurança e dos outros utilizadores da via pública.

 

- Sempre que circule à noite ou em condições meteorológicas ou ambientais de fraca visibilidade, a bicicleta tem que ter reflectores e luzes em funcionamento (frente e trás).

 

- Na condução de velocípedes simples, não é obrigatório a utilização do capacete, mas por motivos de segurança é recomendado o seu uso.

 

- Se transportar uma criança é obrigatório o uso de um dispositivo para o efeito e a utilização de capacete.

 

- O transporte de carga, deve ser num reboque ou caixa de carga, de forma, a que não prejudique a condução nem constitua um perigo para a segurança das pessoas ou embaraço no trânsito, não sendo também permitido o transporte de passageiros, excepto o transporte de crianças atrás referido e nas condições mencionadas, ou, em caso de bicicletas com um par de pedais para cada passageiro capazes de accionar o veículo (exemplo das bicicletas duplas).

 

- É também proibido o uso do telemóvel durante a condução que implique o manuseamento do mesmo, mas é permitido o uso de um auricular, bem como o uso de um “headphone” em um só ouvido. O mais aconselhável por motivos de segurança é que se não use qualquer género de aparelhos que possam diminuir o poder de audição ao condutor.

 

- Não é permitido na via pública que os velocípedes circulem a par, excepto nas ciclovias e apenas se não causarem perigo ou embaraço para o restante trânsito. Também não é permitido conduzir com os pés fora dos pedais, mãos fora do guiador, levantar a roda da frente (vulgo cavalinho) ou fazerem-se rebocar.

 

- Sempre que houver pistas especiais para bicicletas (ciclovias) é obrigatório circular nas mesmas, excepto se forem velocípedes com mais de três rodas que não sejam em linha, uma vez que estes, não podem circular nas referidas pistas especiais.

 

- Não é permitido as bicicletas circularem nos corredores dos BUS ou nas pistas para peões, apenas podendo circular nesta última, se circular com a bicicleta pela mão.

 

- Os condutores de velocípedes têm de respeitar os semáforos (sinalização luminosa), restante sinalização vertical (exemplo dos sentidos proibidos e obrigatórios), sinalização no pavimento (exemplo de linhas continuas) e deixar passar os peões nas passadeiras.

 

- Nos cruzamentos e entroncamentos onde não exista sinalização, os condutores dos velocípedes têm de ceder sempre prioridade aos condutores dos veículos a motor.

 

- Para melhor segurança cumpra todas as regras de trânsito e circule com precaução, respeitando para ser respeitado.

 

 

Site para avaliar conhecimentos em segurança rodoviária.

 

http://www.i-gov.org/index.php?article=14591&visual=1

 

 

Muito se tem falado em sinistralidade rodoviária em Portugal.

 

... A realidade é que o "jogo" dos interesses institucionais e materialistas perpétua e prolonga a situação de desinformação colectiva para impedir a liberdade individual.

 

http://cambiantevelador2.blogs.sapo.pt/3378.html

 

 

Quem sabe, sabe. Quem não sabe é chefe! E nesse caso, o importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.

 

 

 

 

 

publicado por Oficial de mecânica às 00:32 | link do post | comentar