Auto-estradas sem limite…

Morreram mais de 950 pessoas em acidentes rodoviários ocorridos no ano passado

 

Os acidentes rodoviários ocorridos durante o ano passado resultaram na morte de, pelo menos, 953 vítimas.

O número resulta do somatório dos 140 mortos registados pela PSP (apenas no local do acidente) e dos 813 contabilizados pelos núcleos de investigação criminal (NIC) dos destacamentos de trânsito, incluindo já vítimas de acidentes ocorridos até ao final de Dezembro passado, que morreram no máximo 30 dias depois.

 

Estes últimos dados foram divulgados por elementos da extinta Brigada de Trânsito (BT), a partir de um levantamento junto dos NIC dos destacamentos de trânsito. Esta contabilidade mostra um aumento de 216 mortes face à estatística oficial relativa a 2009.

Contudo, nesse ano os números eram contabilizados de outra forma, não sendo por isso totalmente comparáveis.

 

Até ao final de 2009, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) só contava para as estatísticas as vítima de acidente cujo óbito tivesse ocorrido no local do sinistro ou no seu percurso até à unidade de saúde.

A partir de 2010, as estatísticas incluem os que morreram até 30 dias após o acidente e devido a este.

Portugal começa assim a respeitar uma regra comunitária que os países da União Europeia seguem há vários anos.

 

Para que os números pudessem ser comparáveis aos dos parceiros europeus, que já contavam as mortes a 30 dias, as autoridades portuguesas aplicavam um agravamento de 14 por cento à estatística oficial. Os últimos dados da ANSR que já contabilizam as mortes a 30 dias e que se reportam a Junho de 2010 (estas estatísticas são publicadas com um atraso de seis meses) mostram que a realidade é mais pesada, que o ajustamento que foi feito no passado (os tais 14 por cento).

 

Até Junho do ano passado morreram 327 pessoas em acidentes rodoviários (nas 24 horas seguintes) e mais 89, ou seja, 27 por cento, nos 30 dias seguintes, o que perfaz um total de 416 vítimas mortais. GNR não divulga dados Oficialmente, a GNR não disponibiliza informação sobre o números de mortos nas estradas, remetendo-os para a ANSR, que congrega e divulga os dados da sinistralidade.

O porta-voz da GNR, tenente-coronel Costa Lima, explicou que provavelmente ainda não foram enviados para a autoridade o registo final de vítimas mortais relativas a Dezembro do ano passado, já que este ano, pela primeira vez, se estão a contabilizar as mortes ocorridas até 30 dias após o acidente. "Isso quer dizer que devem ser contabilizadas na estatística de 2010, as vítimas de acidentes ocorridos em Dezembro que falecerem até final de Janeiro", refere. "Contudo, como os hospitais demoram algum tempo a comunicar as mortes aos tribunais e estes, por sua vez, à GNR os dados aindam não deverão estar fechados", explicou o porta-voz da GNR.

 

Ainda assim, os militares da ex-BT fizeram um levantamento com os registos que existiam até 31 de Janeiro.

E garantem a veracidade dos dados, uma questão que a GNR não põe em causa. Contudo, é previsível que os números não correspondam exactamente aos da ANSR, porque não são registados da mesma forma. Isto porque aos NIC da GNR chegam todas as mortes decorrentes de acidentes rodoviários, independentemente se ocorreram no dia seguinte ao sinistro ou passado dois ou três meses.

 

Estas últimas, contudo, não entram para a estatística oficial, já que a regra europeia é apenas contabilizar as mortes até 30 dias após o acidente e devido a este. Por exemplo, uma vítima que tenha ficado em coma na sequência de um acidente de viação e vier a morrer cinco meses depois não entra na contabilidade oficial da sinistralidade. O porta-voz dos militares da antiga BT, José Moreira, insiste que o "trânsito só pode funcionar bem, se tiver um comando único", como acontecia, e garante que há uma enorme desmotivação entre os colegas que foram transferidos para os novos destacamentos distritais.

 

http://www.publico.pt/Sociedade/morreram-mais-de-950-pessoas-em-acidentes-rodoviarios-ocorridos-no-ano-passado_1479907

 

 

Madeira: Encontrado corpo de condutora dada como desaparecida há oito anos

 

As ossadas de uma mulher dada como desaparecida há de oito anos foram encontradas a cerca de 20 metros da viatura que conduzia a cerca de 100 metros abaixo da estrada de ligação Encumeada-Paul da Serra, foi hoje noticiado.

O carro estava escondido debaixo do matagal e foi encontrado sexta-feira por um trabalhador de uma obra naquela zona junto à saída do primeiro túnel naquela via. Posteriormente, os Bombeiros da Ribeira Brava localizaram o corpo da mulher, tudo indicando tratar-se da mesma pessoa que foi dada como desaparecida a 02 de março de 2003, dia em que saiu de casa no Porto Moniz e nunca mais foi vista.

No local estiveram a PSP e a Polícia Judiciária que tomou conta da ocorrência.

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1129318.html

 

Cidade alemã combate excesso de velocidade Boneco polícia trava ‘aceleras’

 

Colocar um manequim de plástico vestido de polícia à beira da estrada, com aquilo que parece ser um radar de velocidade na mão, foi a engenhosa solução encontrada pela cidade alemã de Gstadt para acabar com o constante desrespeito dos limites de velocidade pelos automobilistas.

Mal vêem o boneco, os condutores levantam o pé e nem reparam num pequeno pormenor: o ‘polícia’ tem vestida uma farda... da vizinha Áustria. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/insolito/boneco-policia-trava-aceleras

 

Manuel Monteiro 120 km/h nas auto-estradas é pouco

24 de Maio de 2010 - PÚBLICO (Edição Impressa)

 

O aviso é dado à priori, para que não tenhamos ilusões:

"Não sou um apaixonado por carros, nunca fui", antecipa Manuel Monteiro, ex-líder do CDS e fundador do Partido da Nova Democracia (PND). 

 

Mas apesar da advertência, falar de carros com Manuel Monteiro não é complicado.

Tem com as quatro rodas aquilo a que podemos chamar uma relação de necessidade:

"Para mim, os carros são um instrumento de trabalho, porque preciso de andar constantemente de um lado para o outro."

E esta é a parte que o político gosta: a de conduzir em auto-estradas e com o pé direito pesado sobre o acelerador.

"O limite de velocidade nas nossas estradas é muito baixo", queixa-se. 

A parte que detesta é a de conduzir na cidade. 

"Sou muito distraído e tenho tendência para parar muito em cima do carro da frente", diz, ao mesmo tempo que recorda o exame de condução que fez aos 20 anos: "Chumbei porque não sabia estacionar, o que ainda hoje acontece", admite, sorrindo.

- O mais importante numa viatura?

"Ser económica e segura é o que me preocupa." 

Para ir de encontro às duas características essenciais, a fórmula é "comprar carros em segunda mão ou de serviço", que garantam uma "relação preço-qualidade imbatível". Manuel Monteiro teve modelos VW Golf, um Alfa Romeo, e tem agora uma carrinha Mercedes C220, "comprada em segunda mão, claro".

 

O primeiro carro, um Nissan Micra, foi marcante porque foi uma prenda do avô. "Foi especial, porque foi o único oferecido. E pelo meu avô.

Mas deixei gripar o motor por falta de revisão. Não tinha dinheiro para a fazer na altura", conta. 

Um dia, o fundador do PND gostava de ter um Citroën Mehari, o carro que é jipe, que é camião (quem não se lembra da publicidade: "com capota, sem capota, ele é jipe, é camião...").

- É esta a resposta que ouvimos quando lhe perguntamos pelo seu carro de sonho.

Mas, falando em veículos marcantes, aqui vai: "O [VW] "carocha" do meu avô materno, do Minho". Um carro "duro, mas que ia a todo o lado", recorda, saudoso. "Tantas viagens fiz naquele banco de trás...".

 

"A verdade, a amarga verdade" Danton

publicado por Oficial de mecânica às 00:03 | link do post | comentar